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Tuesday, June 29, 2021

Aneel aprova reajuste médio de 9,44% nas tarifas da Enel São Paulo - UOL

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 29, um reajuste médio de 9,44% nas tarifas da Enel Distribuição São Paulo. Para os consumidores residenciais, o impacto será de 11,38%. Os novos porcentuais já valerão a partir do próximo domingo, 4 de julho.

A Enel SP, antiga Eletropaulo, é a segunda maior distribuidora do País, respondendo por 10,3% de toda a energia distribuída no Brasil.

A empresa atende 7,4 milhões de consumidores em 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital paulista.

Pela proposta aprovada pela agência reguladora, o impacto médio do reajuste para os consumidores atendidos em alta tensão, como as indústrias e grandes comércios, será de 3,67%. Já para os atendidos em baixa tensão, grupo que inclui principalmente consumidores residenciais, o efeito médio será de 11,38%.

Em nota, a empresa afirmou que diante da crise hídrica que o País enfrenta, solicitou à Aneel a aplicação de uma série de medidas para reduzir o porcentual do reajuste, que ficou em torno de 14,7 pontos porcentuais menor do que o previsto inicialmente. Se não fosse a aplicação desses mecanismos, o reajuste teria sido de 24,1%.

Os principais fatores que influenciaram o aumento foram a alta da inflação, já que contratos de algumas distribuidoras, como da Enel SP, são corrigidos pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), o aumento dos custos com a aquisição de energia, que inclui a Itaipu Binacional, cuja tarifa é afetada pelo câmbio, e o custo com o transporte da energia até a distribuidora.

A empresa afirmou que a parcela que recebe das contas de luz é usada para realizar toda a operação, para manutenção da rede elétrica e para investimentos na expansão e qualidade do sistema de distribuição.

"Desde a aquisição da antiga Eletropaulo, em junho de 2018, a Enel Distribuição São Paulo já investiu mais de R$ 2,6 bilhões. Esse investimento contribuiu para que a duração das interrupções de energia recuasse 35,8% entre dezembro de 2017 e dezembro de 2020, passando de 11,72 horas para 7,52 horas. A frequência das interrupções também melhorou 38,4% no mesmo período, de 6,22 vezes para 3,83 vezes", diz a nota da companhia.

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Magazine Luiza chega ao Rio com Anitta como garota-propaganda, bikes azuis e ao menos 50 lojas - Jornal O Globo

RIO - O paulista Magazine Luiza vai chegar com força no varejo fluminense a partir da semana que vem, quando inaugura as primeiras 23 de uma leva de ao menos 50 lojas físicas no Estado do Rio prevista para até o fim de 2021. Ao todo, serão gerados três mil emprego diretos.

É um projeto que chega impulsionado por uma robusta campanha de experiência de marca. Vai ter cllipe reunindo a estrela carioca Anitta e Lu, a garota digital do Magalu na campanha publicitária.

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Anitta no Grammy Latino Foto: Instagram
Anitta no Grammy Latino Foto: Instagram

O Magalu ainda vai marcar presença na cidade do Rio financiando a reforma de ônibus do sistema BRT, que ganharão wi-fi gratuito, assim como os trens da SuperVia.

A empresa também vai colocar nas ruas cariocas bicicletas azuis de aluguel, num modelo parecido com as laranjas do Itaú. Até o Cristo terá luzes com as cores da empresa. Será uma forma de entrar no cotidiano dos cariocas.

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O investimento total não foi divulgado, mas pode se aproximar de R$ 100 milhões, considerando que, no segundo semestre de 2020, quando chegou ao Distrito Federal com a meta de ter um centro de distribuição de dez lojas físicas (um quinto da rede prevista para o Rio), o Magazine Luiza anunciou que faria aporte de R$ 25 milhões.

Após anos de forte expansão nacional marcada pela ausência do varejo do Rio — justificada pela falta de segurança no estado — , a companhia deu o primeiro passo para a abertura da rede física em outubro do ano passado, quando inaugurou um centro de distribuição em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

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Centro de distribuição do Magalu em Xerém, em Duque de Caxias. A chegada ao Rio é parte da estratégia da empresa para entregar mais rapidamente, fator que muitas vezes pesa na decisão de compra. Foto: Divulgação
Centro de distribuição do Magalu em Xerém, em Duque de Caxias. A chegada ao Rio é parte da estratégia da empresa para entregar mais rapidamente, fator que muitas vezes pesa na decisão de compra. Foto: Divulgação

A operação permitiu ampliar o atendimento ao e-commerce, que decolou na pandemia. E que ganha mais impulso atrelado à operação física.

— Essa entrada não é apenas de lojas físicas do Magalu no Rio, uma vez que já tínhamos o e-commerce. Quando a gente entra com as lojas, a gente leva uma série de melhorias de experiência ao cliente, como redução de prazos de entrega, a opção de retirada e de devolução de produtos em loja — destaca Eduardo Galanternick, vice-presidente de Negócios do Magalu.

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'Momento histórico', diz executivo

Para o executivo, a chegada ao Rio é um momento “histórico” para a companhia, comparada ao movimento feito em 2008 em São Paulo, quando foram abertas 50 lojas, sendo 46 delas em um mesmo dia.

Em 2019, o Magalu também fez uma chegada ruidosa no Pará, com 48 operações. No Rio,  porém, a operação tem mais relevância por se tratar do segundo maior PIB do país, frisa Galanternick.

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Loja do Magazine Luiza Foto: Divulgação
Loja do Magazine Luiza Foto: Divulgação

— Numa praça tão importante, entendemos que tínhamos de fazer uma campanha à altura do Estado, que nos ajude a nos conectarmos com o carioca. Começamos trazendo para dentro dessa campanha a Anitta, a garota do Rio, que junta com a garota da internet, a Lu, em um clipe que sai na semana que vem. E haverá outras ações voltadas para o Rio, onde as pessoas estão sempre do lado de fora, na rua. Queremos estar onde os cariocas estão — diz ele.

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Conquistar pela experiência no transporte

A estratégia é conhecida como branding experience, quando agências de marketing criam ações específicas para promover uma marca junto ao consumidor por meio de experiências.

No Rio, o Magalu fará isso reformando 30 ônibus do BRT, que terão estofados e ar-codicionado consertados, além de ganharem wi-fi gratuito.  O sistema rodoviário urbano vive uma crise sob intervenção da prefeitura.

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Os veículos vão circular, temporariamente, envelopados com imagem da campanha da chegada da rede física da varejista ao mercado fluminense, mas as melhorias ficarão. Também trens da Supervia serão adesivados e terão serviço de acesso à internet sem fio.

Bikes para uso gratuito durante um mês

Durante mais de um mês, haverá ainda mil bicicletas — todas em tom de azul — com aluguel pago pelo Magalu.

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Não vai faltar a tradicional campanha puxada por aviões à beira-mar e já está prevista a distribuição de 40 mil guarda-sóis para o verão. Também o Cristo estará na campanha, que será iluminado em azul com fachos de laser descendo para as filiais da rede.

Nada disso é à toa. Em média, o Magalu tem dois terços de suas vendas feitas pelos canais digitais. No primeiro trimestre deste ano, essa fatia bateu em 70%, quando houve novo período de lojas fechadas em razão do recrudescimento da pandemia.

Ainda assim, as vendas físicas avançaram 4% na comparação com janeiro a março de 2020. No período, a companhia fez 154 inaugurações, batendo 1.310 lojas em todo o país. Essa rede impulsiona as atividades digitais.

— Imediatamente, o Rio passa a contar com retirada em loja. Um terço das nossas vendas hoje são feitas nessa modalidade e o carioca não tinha acesso a isso. Além disso, ganhamos na velocidade, tanto de retirada, quanto de entrega, uma vez que todas essas lojas terão entrega a partir da unidade — diz Galanternick.

Ele continua:

— Hoje, 96% das entregas a partir de lojas acontecem em até 24 horas. No Rio, nosso menor prazo de entrega é de dois dias. Então, vamos começar com entrega em 24 horas. Em todo o país, já temos 60 lojas que entregam em uma hora, e vamos levar isso para o Rio.

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Lojas físicas vão apoiar serviço de entregas

Ao funcionarem como pequenos pontos da rede logística, as lojas físicas ajudam a ampliar ainda a base de vendedores locais no marketplace do Magazine Luiza, conta o executivo.

São ao menos 50 lojas previstas até o fim do ano no Estado, que serão abertas em três ondas. A primeira delas, neste início de julho, terá 23 unidades.  E vão acirrar a disputa com grandes concorrentes como Ponto e Casas Bahia (da Via) e Americanas.

Vão da capital, com endereços em Ipanema, Copacabana, Bangu e Centro — nas ruas da Alfândega e Uruguaiana —, na Região Metropolitana, como Niterói e Belford Roxo, e alcançando o interior em cidades como Araruama e Petrópolis.

A segunda onda será no terceiro trimestre, já com inauguração confirmada no BarraShopping, na Barra da Tijuca, e chegada a outros centros comerciais.

Protocolos sanitários nas lojas

O movimento de aberturas na pandemia, sublinha Fabrício Garcia, vice-presidente de Operações do Magalu, foi adaptado para garantir a segurança sanitária. A data de inauguração das lojas não é anunciada para evitar aglomerações, diz ele:  

— Até 2019, fazíamos inaugurações grandiosas, que lotavam as lojas, havia promoção, aglomeração, um volume de pessoas gigantesco. Entramos em quatro novos mercados nos últimos três anos. Em Maranhão e Goiás, em 2018. E em 2019, no Pará e no Mato Grosso. Aí, ano passado, entramos no Distrito Federal, mas na pandemia, em agosto. Então foi de de uma forma bem diferente porque a nossa prioridade era garantir a segurança de nossos funcionários e dos clientes.

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As 23 primeiras aberturas de lojas no Rio já resultaram em 700 contratações de profissionais selecionados localmente em um processo que bateu 13 mil inscritos em busca de uma vaga. Contando o centro de distribuição, as contratações se aproximam de mil.

Até novembro, também o CD em Caxias vai crescer, passando dos atuais 30 mil metros quadrados para 80 mil m².

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Receita Federal paga o segundo lote da restituição do Imposto de Renda - Terra

Restituição IRPF 2021

Restituição IRPF 2021

Foto: Shutterstock / Finanças e Empreendedorismo

A Receita Federal paga, nesta quarta-feira (30), os valores referentes ao segundo lote da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2021. Segundo o Ministério da Economia, o crédito bancário será liberado para mais de 4 milhões de contribuintes, entre prioritários e não prioritários. 

No grupo dos não-prioritários, estão incluídos os contribuintes que, em 2021, entregaram a declaração até o dia 21 de março. Já no dos prioritários, estão os idosos a partir de 60 anos, os contribuintes que possuem algum tipo de deficiência física ou mental ou moléstia grave e também aqueles cidadãos cuja maior fonte de renda é o magistério. 

Vale frisar que, além das restituições do IRPF 2021, o lote pago nesta quarta-feira contempla também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2020.

Como é feito o pagamento da restituição do IRPF?

O pagamento do segundo lote da restituição do IRPF será depositado na conta bancária que foi informada pelo contribuinte na declaração. Caso a Receita encontre algum problema na conta, como uma possível desativação ou erro de digitação, o crédito ficará disponível para resgate por até um ano nas agências do Banco do Brasil. 

Passado este período, o contribuinte deve agendar a retirada destes créditos pelo Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Consulta à restituição 

Para verificar se terá direito à restituição, o contribuinte deve acessar o site da Receita, clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, clicar em Consultar Restituição. Ao fazer isso, o cidadão consegue, inclusive, verificar se há pendências que estão impedindo o pagamento da restituição - como malha, por exemplo. 

Caso haja uma ou mais inconsistências na declaração, o cidadão poderá enviar uma declaração retificadora corrigindo as pendências. Contudo, as restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão.

Também é oferecido pela Receita Federal o serviço de consulta rápida das declarações do imposto de renda por meio do app Meu Imposto de Renda, disponível para Android e iOS.

Data de pagamento dos demais lotes

O cronograma de pagamento dos demais lotes está disponível no site da Receita Federal. Confira abaixo:

LOTE DATA
1º lote 31/05/2021
2º lote 30/06/2021
3º lote 30/07/2021
4º lote 31/08/2021

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Conta de luz: Aneel reajusta valor da bandeira tarifária vermelha 2 em 52% - G1

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (29) o reajuste na bandeira tarifária vermelha patamar 2 - cobrança adicional aplicada às contas de luz realizada quando aumenta o custo de produção de energia. A cobrança extra passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos – alta de 52%.

Nesta segunda-feira (28) o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, fez um pronunciamento na televisão em que afirmou que o país passa por um momento de crise hídrica e pediu uso "consciente e responsável" de água e energia por parte da população. O Brasil vive a pior crise hídrica dos últimos 91 anos (veja mais abaixo).

Ministro de Minas e Energia admite crise hídrica e pede uso 'consciente' de água e energia
Ministro de Minas e Energia admite crise hídrica e pede uso 'consciente' de água e energia

Ministro de Minas e Energia admite crise hídrica e pede uso 'consciente' de água e energia

O reajuste contrariou a área técnica da agência, que havia recomendado uma alta maior na bandeira vermelha 2, de R$ 11,50 a cada 100 kWh consumidos, de forma a equilibrar a alta de custo da geração de energia.

O novo valor para a bandeira tarifária vermelha patamar 2 começa a valer em julho. A previsão é a de que a bandeira permaneça acionada até novembro, segundo a Aneel.

Outras bandeiras também sofreram reajustes, são elas (por 100 kWh consumidos):

  • Bandeira amarela - passou de R$ 1,34 para R$ 1,874 por 100 kWh consumidos; e
  • Bandeira vermelha 1 - passou de R$ 4,16 para R$ 3,971 por 100 kWh consumidos.

Entenda mais abaixo o que significa cada bandeira.

A bandeira verde continua sem cobrança adicional, pois sinaliza que não há custo extra para geração de energia.

Os diretores da Aneel também decidiram abrir uma consulta pública para discutir mudanças na metodologia de cálculo das bandeiras tarifárias e possivelmente novos valores.

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Crise Hídrica

O Brasil vive a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste – que respondem por 70% da capacidade de geração de energia do país – estão com 29,4% da capacidade de armazenamento, e não há perspectiva de chuva forte nessas regiões até meados de outubro.

A situação dos reservatórios em junho de 2021 — Foto: Arte/G1

A situação dos reservatórios em junho de 2021 — Foto: Arte/G1

As usinas termelétricas – mais caras e poluentes – estão sendo acionadas para garantir o fornecimento de energia. Por isso, houve aumento no custo da geração de energia – estimado em R$ 9 bilhões pelo Ministério de Minas e Energia, valor que é repassado para os consumidores.

Impacto na conta de luz

O reajuste anunciado pela Aneel nesta terça (29) impacta o valor final da conta de luz. André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), afirma que um reajuste médio de 15% na bandeira tarifária tem um impacto médio de 5% na conta de luz.

Já uma alta de 5% na conta de luz aumenta, em média, em 0,2 ponto percentual a inflação.

Entenda a sua conta de luz
Entenda a sua conta de luz

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Bandeiras tarifárias

A bandeira fica na cor verde quando o nível dos reservatórios está alto e não há necessidade de acionamento extra de usinas térmicas.

A bandeira amarela é acionada quando as condições para geração de energia são menos favoráveis, mas ainda não há o custo extra de acionamento das térmicas.

Já as bandeiras vermelhas entram em vigor quando os reservatórios das usinas hidrelétricas ficam baixos e é preciso acionar várias usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia.

Quanto mais térmicas fornecendo energia, mais caro fica o custo de geração, que pode chegar à bandeira vermelha patamar 2 - o nível mais alta do sistema.

O objetivo do sistema de bandeiras é informar aos consumidores quando o custo aumenta e permitir que eles reduzam o consumo para evitar pagar uma conta de luz mais cara.

Antes do sistema de bandeiras, o custo do acionamento extra das térmicas era repassado somente no ajuste anual das tarifas, o que acarretava na cobrança de juros e correção monetária, penalizando o consumidor.

Divergências

Durante a reunião, o relator do processo, Sandoval Feitosa, propôs que não houvesse um reajuste no momento, apenas uma atualização do valor da bandeira em 1,67%. Feitosa disse ainda que o consumidor deveria participar da decisão, pois ele será o "principal responsável por sair dessa crise".

“A crise hídrica que vivenciamos não foi causada pelo consumidor. Mas esse mesmo consumidor será o principal responsável por sair dessa crise, seja pagando os custos ou economizando. Acho justo e legal que o consumidor participe dessa decisão. E ao arbitrarmos um valor agora, ele não participa dessa decisão”, disse Feitosa.

Por outro lado, o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, afirmou que, se não houvesse o reajuste imediato, o déficit poderia atingir R$ 5 bilhões até o fim ano, onerando ainda mais o consumidor.

O voto de Pepitone foi acompanhando por outros três diretores da agência. Somente o diretor Sandoval Feitosa discordou.

VÍDEO: como economizar na conta de luz
VÍDEO: como economizar na conta de luz

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Conta de luz: Aneel reajusta valor da bandeira tarifária vermelha 2 em 52% - G1
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Novo reajuste da bandeira vermelha deve aumentar conta de luz em 5,5% para família com consumo médio - G1

Foto ilustrativa da conta de luz em São Paulo. — Foto: ADRIANA TOFFETTI/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Foto ilustrativa da conta de luz em São Paulo. — Foto: ADRIANA TOFFETTI/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Com a crise hídrica enfrentada pelo país e a queda do nível dos reservatórios de hidrelétricas, a conta de luz terá uma taxa extra ainda mais elevada em julho. O aumento da bandeira tarifária vermelha patamar 2 - anunciado nesta terça-feira (29) - vai pesar no bolso da famílias e representar uma alta de 5,45% na conta do próximo mês na comparação com junho.

A cobrança passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos, uma alta de 52%.

Segundo a Aneel, o acionamento além do previsto de usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia em 2021 vai custar R$ 9 bilhões aos consumidores. De janeiro a abril deste ano, o uso emergencial dessas usinas já custou R$ 4,3 bilhões.

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Com o reajuste, uma família que consome 152 kWh por mês, por exemplo, terá uma conta de luz no valor de R$ 124,59 em julho quando começa a vigorar a bandeira vermelha patamar 2. Em junho, antes do aumento, esse valor foi de R$ 118,15.

Os cálculos foram feitos por Marcos Rosa dos Santos, professor de engenharia elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Eles já levam em conta os custos com PIS, Cofins e ICMS. As projeções desconsideraram tributos municipais.

O forte impacto da crise hídrica nas contas de luz também fica evidente quando se faz a comparação considerando a hipótese de a bandeira verde estar em vigor, portanto, sem a cobrança de valor extra.

Em junho, por exemplo, com a bandeira verde, uma família gastaria em torno de R$ 105,79. Nesse cenário, haveria um alta de 17,7% em julho.

Reajustes da conta de luz — Foto: G1

Reajustes da conta de luz — Foto: G1

Consumo doméstico em alta

Dados do Ministério de Minas e Energia apontam que o consumo de eletricidade no Brasil deve crescer a uma taxa média de 2,1% ao ano entre 2019 e 2030, sendo que a demanda doméstica deve avançar 44% neste intervalo.

VÍDEO: Racionamento de 2001 – Relembre momentos-chave da crise hídrica no governo FHC
VÍDEO: Racionamento de 2001 – Relembre momentos-chave da crise hídrica no governo FHC

VÍDEO: Racionamento de 2001 – Relembre momentos-chave da crise hídrica no governo FHC

Segundo Luiz Carlos Pereira, professor de engenharia elétrica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o próprio aumento da conta de luz deve frear o consumo de energia dos brasileiros, uma vez que o orçamento das famílias já está comprometido pela alta inflação do país.

"Estamos utilizando um recurso de emergência. Se quisermos ter uma matriz elétrica renovável, a disponibilidade energética do país vai ter de acompanhar sua capacidade de geração de energia", afirmou o engenheiro.

Veja dicas para economizar energia:

VÍDEO: como economizar na conta de luz
VÍDEO: como economizar na conta de luz

VÍDEO: como economizar na conta de luz

Entre os vilões da conta de luz estão equipamentos que consomem energia para gerar calor, como chuveiro elétrico, secadora de roupas, aquecedor e ferro de passar (veja no vídeo acima).

Eletrodomésticos tradicionais também aumentam os gastos, principalmente geladeira, micro-ondas, freezer e máquina de lavar roupas.

  • Trocar lâmpadas fluorescentes por lâmpadas led;
  • Apagar as luzes durante o dia;
  • Reduzir tempo de banho para, no máximo, 5 minutos;
  • Passar apenas as roupas necessárias;
  • Desligar equipamentos em desuso da tomada;
  • Diminuir a temperatura da geladeira no inverno;
  • Se possível, trocar eletrodomésticos antigos por modelos novos.

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Novo reajuste da bandeira vermelha deve aumentar conta de luz em 5,5% para família com consumo médio - G1
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Vale a pena fazer previdência privada para pagar menos impostos? - UOL

A reforma tributária proposta pelo governo quer tornar obrigatória a declaração completa de Imposto de Renda para contribuintes que ganham acima de R$ 3.333 por mês. Analistas acreditam que essa mudança pode aumentar a busca por planos de previdência complementar, em particular o PGBL. Esse tipo de previdência privada permite dedução de 12% sobre a base de cálculo do IR, desde que o contribuinte faça a declaração completa.

Atualmente o modelo completo é recomendado para quem tem dependentes e muitas despesas a deduzir do IR, como gastos com plano de saúde e educação. A declaração simplificada, por sua vez, desconta 20% dos rendimentos tributáveis (no valor máximo de R$ 16.154,34) e hoje pode ser feita por qualquer contribuinte pessoa física.

Caso a proposta do governo seja aprovada, ainda vale a pena fazer um PGBL para pagar menos impostos? O UOL Economia + levou esse questionamento para especialistas. Veja abaixo o que eles disseram.

Vale a pena? Depende do caso

Hoje, se há a opção de fazer a declaração simplificada, é importante ponderar se vale investir em PGBL. Samuel Torres, analista de investimentos da Onze, fintech de previdência privada, explica que o contribuinte não deve fazer a declaração completa somente porque investiu no PGBL. "Só vale a pena fazer se as despesas dedutíveis forem maiores que o desconto do modelo simplificado, que é de 20%", diz Torres.

Com a reforma, se o contribuinte não puder mais fazer a declaração simplificada, o PGBL é recomendado e pode ser uma maneira de conseguir dedução fiscal. "Para as pessoas que não tiverem mais direito ao desconto simplificado, qualquer valor de despesas dedutíveis valerá a pena", afirma.

Ele lembra que o investimento em previdência privada é para quem tem objetivos de médio e longo prazo, seja para obter um complemento à aposentadoria ou para outros gastos futuros. Atualmente há fundos de previdência com estratégias diversas, de acordo com o objetivo do investidor. Mas é preciso ficar atento a taxas de carregamento e de administração, cobradas em alguns fundos de previdência, que possam comprometer a rentabilidade do investimento.

Combinar PGBL e VGBL pode ser vantajoso

Há cobrança de IR sobre todo o investimento no PGBL, mas ela só é feita no momento do resgate. Isso é uma vantagem na medida em que o segurado pode usar esse dinheiro que ainda não foi mordido pela Receita para ganhar com outras aplicações.

Marcia Silva, gerente do Sicredi Vale do Piquiri, sugere que o investidor faça um segundo plano de previdência privada, do tipo VGBL. Também há incidência de IR no VGBL, mas apenas sobre os rendimentos da aplicação, e não sobre o valor total.

"A desvantagem do PGBL é a tributação do valor principal mais a cobrança de juros no momento do resgate. Fazendo um VGBL em paralelo, o investidor consegue equilibrar valores e agregar valor ao seu plano de aposentadoria", afirma Marcia Silva.

E para quem ganha acima do teto?

Hoje o valor máximo de uma aposentadoria pelo INSS é R$ 6.433,57, montante que é corrigido anualmente. Quem ganha acima desse valor dificilmente vai conseguir manter o mesmo padrão de vida ao se aposentar se depender só do INSS.

"A previdência complementar começa a fazer sentido para quem tem uma renda superior a esse teto e dificilmente terá o mesmo poder de compra só com a aposentadoria paga pelo INSS", afirma Alexandre Gonçales, sócio da B.Side Investimentos.

Já o contribuinte que recebe abaixo do teto, ao se aposentar, provavelmente terá renda semelhante ao que ganha hoje. Logo, ele pode pensar em opções de investimento que tragam retornos mais rápidos, ainda que não possam ser deduzidos do Imposto de Renda.

"O investidor pode canalizar essa poupança para investimentos mais líquidos e que não sigam tantas regras quanto a previdência privada", diz Gonçales.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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Inflação do aluguel desacelera em junho; alta em 12 meses é de 35,75% - Folha de S.Paulo

O IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), conhecido como a inflação do aluguel, desacelerou e subiu 0,60% em junho, informou nesta terça-feira (29) a FGV (Fundação Getulio Vargas).

Em 12 meses, o índice acumula variação de 35,75%, abaixo dos 37,04% registrados até maio.

Analistas ouvidos pela Bloomberg projetavam que o IGP-M ficasse em 1% em junho, batendo 36,28% no acumulado em 12 meses.

Segundo a FGV, a desaceleração era prevista e ocorre devido à combinação da valorização do real e o recuo dos preços de commodities negociadas em dólar, como minério, soja e milho.

O IGP-M de junho terá efeito nos contratos de locação com vencimento em julho. Nos casos em que os proprietários decidam aplicar integralmente a variação, o primeiro pagamento reajustado será em agosto. Um aluguel de R$ 2.000 passará a R$ 2.715, com o IGP-M atual.

A trajetória de alta do IGP-M teve início do segundo semestre do ano passado, em decorrência, principalmente, de matérias-primas brutas que são negociadas em dólar.

O descolamento do índice em relação à inflação oficial medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) aqueceu debates quanto ao IGP-M ser o melhor indexador para os contratos de locação, uma vez que a maior parte da composição dele refere-se aos preços no atacado.

O INCC (Índice Nacional de Custos das Construção Civil), que acumula alta de 16,88% em 12 meses até junho, responde por apenas 10% do IGP-M.

O restante é distribuído pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com 30%, e pelo IPA (ìndice de Preços ao Produtor Amplo), com 60%.

O cenário de moeda desvalorizada e retomada da atividade econômica em países compradores de commodities brasileiras, como é o caso da China e dos Estados Unidos, melhoraram as condições para exportação, pressionando os preços no mercado interno.

Com isso, o IPA acumula alta de 47,53% em um ano –ele chegou a passar dos 50% até o mês passado.

De uma variação mensal de 5,23%, em maio, esse índice avançou 0,42% em junho, influenciado principalmente pelas matérias-primas brutas, que registraram queda de 1,28%. Em maio, esses produtos haviam tido alta de 10,15%.

Os recuos mais importantes vieram de minério-ferro (-3,04%), soja em grão (-4,71%) e milho em grão (-5,50%). No mês anterior, esses itens variaram, respectivamente, 20,64%, 3,74% e 10,48%.

Ainda no IPA, produtos como leite in natura, bovinos e aves registraram aceleração nos preços em relação ao mês anterior, com altas de 6,20%, 1,19% e 4,96%. A carne bovina também ficou 2,56% mais cara.

No IPC, cuja composição é mais parecida com o IPCA, as principais influências positivas vieram de gasolina (2,72%), tarifa de energia elétrica residencial (3,30%) e etanol (9,92%).

Efeito do índice nos contratos de locação

O IGP-M ainda é a principal referência para os contratos de aluguel, sejam eles residenciais ou comerciais. A alta muito superior à inflação oficial a partir do ano passado levou administradoras de imóveis como Lello e Quinto Andar a oferecer a possibilidade de utilizar o IPCA como o indexador padrão dos contratos.

A lei do inquilinato estabelece a obrigação de os contratos preverem um índice de correção, mas não define qual. O IGP-M, em relação aos outros indicadores de inflação disponíveis, tem a vantagem de ser divulgado sempre alguns dias antes de o mês terminar, permitindo a antecipação do cálculo dos reajustes a serem aplicados.

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados tenta fixar o IPCA como teto para reajuste. A proposta está atualmente na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para quem está com contrato próximo do vencimento, a recomendação de entidades como Secovi-SP (sindicato da habitação) e Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) é para o inquilino tentar negociar com o proprietário. Aos donos de imóveis, a sugestão é privilegiar locatários com bom histórico de pagamento.

Nos contratos comerciais, lojistas têm relatado mais dificuldades nas negociações, o que levou muitos a recorrerem à Justiça.

No segmento residencial, segundo pesquisa de locação do Secovi-SP, a variação de preços em 12 meses está em 3,54% em 12 meses até maio. A entidade projeta alta para os próximos meses.

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